Talvez por acreditar demais nas coisas banais eu tenha me tornado o bandido das circunstancias.
Com os perigos dos caminhos turvos eu levo minha vida em ombros pesados e regado de memorias. Agora moro na realidade omitida dos meus desejos, onde tudo é tão longe quanto meu pensamento.
E torno-me a tradiçao da alma contra mente, e é em tal batalha que me perco os sentidos e me acabo em surtos de loucura. Estou sozinho na multidão, eu e meu silencio amargurado de arrependimento, esperando a hora de voltar para as cinzas da existencia.
Nao tenho a minima vergonha de confessar minha insuficiencia, caso contrario, acredito que estaria relutando com a minha condiçao humana de sofrer, talvez um sofrer de dor ou um sofrer de existir, nao sei ao certo. Deixe-me explicar que não sou um ser auto-suficiente, a minha existencia talvez seja, mas a causa dela, meus sentimentos, esses jamais foram.
Estou relutando com a minha condiçao humana de sofrer, talvez um sofrer de dor ou um sofrer de existir, nao sei ao certo o que pode ser, sei apenas que nao adianta continuar.
Tenho em mim a saudade e os labios salgados, assim como a cançao que nunca escrevi ou a beleza da dança que nunca dancei. Mas de alguma forma isso esta em mim e sei que posso alcança-lo, mas vou deixar me remoer um pouco mais. Caso nao fosse essa dor, hoje minha inspiraçao poderia estar morta.
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